Sexta-feira, Janeiro 23, 2009

Vendem a sua virgindade

DE VIRGEM A PUTAS EM UM SEGUNDO. Este é o mundo maravilhoso que vivemos:

Daily Telegraph / editado ND (12/01/09-12:09am).- Natalie Dylan, de 22 años, afirma que su propuesta de vender su virginidad al mejor postor ha interesado a más de 10.000 hombres hasta ahora y que la oferta más alta que ha recibido es de 3,7 millones de dólares. Y siguen llegando.

outra:

Una concursante de la última edición del Gran Hermano italiano, Raffaella Fico, de 20 años, subastará su virginidad por un millón de euros.

outra:

Una estudiante vende su virginidad en Internet por 13.000 euros

Una estudiante británica de 18 años decidió poner precio a su virginidad con el objetivo de reunir el dinero suficiente para pagar la matrícula de su curso en la Universidad de Bristol.

outra:

Madre vende su virginidad anal para comprarle a su hijo una XBox360


Comentario:

Nossa sociedade é uma merda.

Sexta-feira, Outubro 03, 2008

Entendendo a crise, Letter to north-american people.




O CAPITALISMO PRECISA DE AVALISTA!

[- Extra-extra! O regime vai pra vala! Extra-extra! Abundantes anúncios de emprego! Urgente necessidade de criativos dispostos a desenhar um sistema pós-capitalista de software livre.]

Queridos súditos norte-americanos:

"E agora João? O que será de José?" Hmmm. Better effects in english.

Dear north-american people:

This post was suposed to be in portuguese, as usual, but will not be completed without my total -or that's what I intent- expression in your beautiful, simple and useful language. That's why I came here to talk about your American Illusion, more than your "American Dream".

As a matter of fact, your laziness as citizens, in contradiction with your pathetic patriotism -this is the image your country projects with an emotional song behind- is the only guilty of all this "Crisis". Your system has more enemies than friends all over the world, even when is accepted as a significant way to administer peace, trying to protect, at the same time, your own interests. Isn't this a contradiction such as your patriotism? And, isn't the case of the peace the same case of the love, the balance of two parts? If we're judging your mental-web, and if it's posible to consider a mental maturity on you, north-american people are no more than teenagers conserved by their enterprises with all the energy to buy and buy and to satisfy the necessities that your culture had printed in your souls all these years. Poor guys, McDonalds' and McCain's sons.

Your culture is ill when there's no other value than what the media says and what you can afford. You are sick, when you feel that you can't afford your own rights. Your neglected, because your system is no longer able to care about the health of its own employees, evidently because fighting to live is the most profitable business that doctors, insurances, and government ever saw, and capitalism goes so well, so why we're gonna change? Your illness is called "the history we had accepted".

Let me explain in a few words these two points. First, why "pathetic patriotism"? You know, as a singular queen, I don't use to emphasize my important critics, and opinions leaving behind the responsibility of clarifying posibles controversies. Pathetic because I simply cannot understand. Your discourse seems to be like this:

"We're free, god trust in US, so let's put flags all over so we cannot forget our unique thought. As you know, we don't want the control of the State, because we're free, did you forget? That's why we don't have an ID and our social security is worse if we compare to our system's friends. That's why we're carrying weapons to protect ourselves from the bads, and isn't it obvious that the weapon doesn't kill anyone? And isn't obvious that is the hand of men the efficient cause of death? Is not your job to read Aristoteles and this stuff?"

Maybe you're thinking I'm a crazy queen, and you might be right, once, fortunately. I might be crazy to write this down in my own feud for everybody read. Should I be worried about my rabble as a tyrant, and the risk of increasing the dialetics efforts untill they get all my secrets and take over my miserable power? Nevermind. You should be worried about your way of life, and the consequences you're feeling on tv.

Pathetic is your exaltation of everything, and when you feel so surprized: "Oh, my god, really?". As you don't create nothing by yourselves, because your faith points to "everything is done and there's no reason to change", now you have to deal with the mortgage of your own country. Your freedom and the effetiveness of your Country, the State, are pretty much the same. But you don't think on this parameters. You're afraid of the one of the greatest advances in human rights that you call "socialization of health". It's time to care about "the history we had accepted" or it will bring you a serious neurosis. Not to resign yourself in the bring-and-buy game, but change this game. And change the reason of being of an economy that really has no sense if it's not applied in order to be working for a sustainable development, equal, balanced, bearable for everyone.

Vote, otherwise is even more embarrassing.

Best regards,

The Queen.

God save me.

Segunda-feira, Setembro 29, 2008

Reforma da estrutura arquetipica dos brasileiros




COMUNICADO DA RAINHA
[soam trompetas, descem os anjinhos barrocos da minha tataravó que conservamos sem pó]

Queridos súditos:

Com vistas a uma melhor convivencia neste país e no mundo, permito-me a mim mesma uma serie de sugestões, que estão compiladas no que eu chamo Reforma da Estrutura Arquetipica dos Brasileiros (REAB). Consiste em um programa de reabilitação da nossa querida cultura, adaptando-a a necessidade de todos, e reduzindo a margem de imbecilidade que nos separa uns dos outros.

Requisito primeiro para a absorção desta didática é uma breve introdução ao conceito de cultura. Não, mané, a cultura não é a quantidade de livros que você tem acumulado, nem os títulos que você tem, mas, também é tudo isso. A Cultura é o aqui e agora, é o que fazemos todos cada dia.

Se pensa profundamente, verá que é extremamente complicado tentar uma descrição exata do que é uma cultura. Se a cultura é o que todos estamos fazendo aqui, e agora, toda e qualquer ideia ou preconceito que eu tenha sobre a "cultura" está desatualizado. Caminhamos, assim mesmo, a esta ideia instantanea de cultura, que, como informação meta-cultural só contamos com estatísticas. Porém, enquanto confeccionamos estatísticas, estamos na ação, e construindo sobre o presente que queremos definir!

Podemos ficar louquinhos!

O suculento se encontra, por fim, na sua plasticidade: as culturas se criam e se recriam, somos nós. Não existe um "eles". Esta é a razão pela qual este feudo virtual propõe uma singular reforma da estrutura arquetipica dos brasileiros, que, não tem maiores pretensões que levar-nos uns minutos de reflexão.

1 - Homossexualidade e carnaval

Você se lembra de:

"Olha a cabeleira do Zezé,
será que ele é,
será que ele é,
BichaaA????

Será que ele é bossanova
será que ele é maomé
parece que é trasviado
mais isso eu não sei se ele é

Corta o cabelo dele!
Corta o cabelo dele!
Corta o cabele dele!"

Bem, aqui podiamos fazer ligeiras modificações para que as próximas gerações possam continuar sendo bem educadas pelas marchinhas de carnaval, em vez do maldito "Créw" e reduzindo a margem de imbelicidade que separa os seres humanos:

Em vez de "corta o cabelo dele", diremos "Cuide do cabelo dele!" E assim temos certeza de que se mesmo que o Zezé não seja bicha, estará igualmente agradecido!

A canção que vem logo depois desta também é óbvia, e merece uns ajustes. Quem pode esquecer da famosa:

"Maria sapatão, sapatão sapatão
de dia é Maria, de noite é João!

O sapatão está na moda
o mundo aplaudiu
é um barato é um sucesso,
dentro e fora do Brasil..."

A música em sí é ótima. Só tem um problema que desagrada ao coletivo: esse João. O que que tá fazendo um macho no meio de uma música lésbica? Entendem a maldade? Portanto, Maria sapatão de dia é Maria e de noite é Furacão, e se o João quiser que se divirta com o Zezé, quando sair do cabeleireiro! As lésbicas deste país estarão muito contentes sem esse tipo de interferencias.

Estes são os primeiros exemplos de uma possível REAB, na qual você deve colaborar ativamente! Se você tem uma boa ideia, já sabe, deixe um "grito histérico" que nós, eu e meu Conselheiro, lhes escutaremos!

Atentamente,

A Rainha.

Sexta-feira, Setembro 12, 2008

"Soltar, soltar, reter". Soltar. Soltar, retener, tener, ter, soltar. "Reter." Soltarse. "Sol." Sí, sol. "Por fim." Sí, por fin. "Por fim, sós". Só, sola. Soltar, soltar, soltar... reter. Reter, ter, ter, terre, ¡terremoto! "Não, volúpia, vulcão, vulva." Volición, lo sé. "Pecado." Lo siento.

Perdão. "No importa". Está tarde. "Yo ya me iba". Iba, iba, ¿adonde iba? Ao mar. "Ah, sí, es cierto." Al mar. Soltar, soltar, soltar, fundo, fondo, así, não importa, e reter. Reter. Y fui...

Sexta-feira, Junho 20, 2008

Lei antiimigração européia

Amnistia Internacional calificó de retroceso y "criminalización de la inmigración" la directiva de la UE que permite detener a los inmigrantes 'sin papeles' hasta un límite de 18 meses. En España el límite actual es de 40 días, aunque el Gobierno anunció el jueves su intención de prolongarlo a 60 días.

"Esta medida no va a atajar la inmigración irregular, sólo va a aumentar el sufrimiento de estas personas", dijo Khan, que durante su estancia en España visitó Canarias, País Vasco y Madrid.

(fonte: Yahoo! Noticias - 20/06/08)

A União Européia aprova uma medida mais facista que outra. Querem que se trabalhe mais e se reclame menos. Recentemente, a jornada laboral para 65 horas semanais, das 40 que eram antes. E agora, vem o direito de prender imigrantes sem papéis. Prender, já pensou?

Chaves está indignado, Evo Morales também. Não é pra menos, são dois países que exportaram a muita a gente para trabalhar como burros mal pagados, para que a cúpula européia -uns fulanos com cargo de eurodeputados e etc.. e que, provavelmente, trabalham uma vez por semana- possam mandá-los com todo o direito ao xadrez.

Acho que todo o europolítico, primeiro de tudo deveria trabalhar as 65 horas semanais. Depois, deveria dormir uns dias na prisão, para saber como se sente. Deveria ficar sem dinheiro, sem poder conversar com a familia, passar fome. Deveria ser tratado como um indigente, a pão e água, na fronteira de qualquer país ao que tenha doado seus esforços, sua própria energia de vida sem ser mínimamente respeitado.

Esta medida, na minha opinião, infringe os direitos humanos. Será que é a imigração a que "tira" o trabalho dos pobres europeos, ou são eles os que não querem trabalhar porque "isso é trabalho de imigrante"? Quantos trabalhadores espanhóis, por exemplo, estão ociosos e são sangue-sugas da ajuda para desempregados? Quantos estão mais ocupados drogando-se que buscando um trampo?

Por quê insistem em leis que marcam a diferença, se a diferença só da margem ao conflito? Se a diferença, somos nós, com nosso pensamento precário, que a estabelecemos nesta base idêntica que é a nossa espécie humana? O que deve fazer a America Latina quanto a isso?

Deixar exportar-lhes petróleo e cocaína?

Deixar a Europa cair abstinente, e ver que sem o esforço do outro -principalmente do imigrante- não serve para absolutamente Nada, nem para trabalhar, e nem para trabalhar no própio Museo em que seu território se transformou. Porque se o petróleo faz com que a vida se mexa pelo dia, é a Cocaína que faz com que ela se mexa pela noite. Até quando eles vão monopolizar a energia, monopolizar os esforços e ainda por cima ficar com todo o dinheiro-honra-razão?

Porque o imigrante não é "turista". O imigrante vem por uma descompensação econômica. Vem porque seu país está endividado com os mesmos países que vão lhe tocar em uma cela, caso fique ilegal.

Se foderá duplamente na mão do explorador. Engravatado. Aparentemente limpo. E que não pensam que, se algum dia por essas terras cai uma superbomba, são eles os que virão emigrando, pedindo exílio, fugindo de radiação.

Portanto, se não querem ser tratados como uma caca no futuro, é bom começar a fazer Política de integração GLOBAL desde já.

Palhaços, todos.

Sugestão a Alvaro Uribe, experimente deixar o continente enlouquecer sem Coca; e veremos quem consegue trabalhar 65horas/semana.

Domingo, Junho 08, 2008

eu e a coisa


Magritte - A condição humana

Antes do nada, "e se o nada é nada então já é algo", na história do pensamento, os filósofos -na pretensão de que eles pensam mais que os outros- tropeçaram com a coisa. Se pode dizer que é a pedra no sapato que encheu páginas e páginas de livros desse nosso mundão de Deus. Se a Filosofía é, em um certo momento, tradução, é normal que as explicações de conceitos tão abstratos como "nada" e "coisa" peçam um review periódico. Por doquier, é coisa aquilo o que não sou eu, da mesma forma que o nada é "não sendo", um vazio. Lembre-se, antes de mais nada, que todo esse resíduo intelectual está sujeito de ser totalmente o seu oposto quando apreendido, portanto não me leve muito a sério. Só o suficiente.

Tendo em conta que no ocidente mais que ser, sobre-somos, sobre-agimos, nos desdobramos, e gostamos disso, vivemos a cópula sujeito-objeto da pior maneira possível. Tá lá o sujeito, só de butuca olhando, por um lado é todo pensamento, isso não se pode negar, por outro lado, se se identifica com todos os pensamentos, fudeu. Por amor próprio -e em caprichosa distinção dos demais, a la Sócrates, entre idênticos- e por abrir a boquinha que o Santo Sumo lhe deu utilizando o vocabulario recém incorporado, o sujeito capaz de pensar 'eu', trarará de definí-lo, como se fosse um perfil do orkut. Neste momento quebra o pacto com o Natureza, e vende a alma pra Belzebú.

O sujeito, de butuca, observando escondido, na primeira que se define revela a sua posição. Já não se encontra em butuquisse; agora é visto, e na medida do que quer que seja visto, que costuma ser o contrario do que é. Ou não teria sentido aparentar, ou sustentar qualquer discurso sobre o "eu". Está em auto-marketing, pois. Para que ele exista, ainda que seja em aparencia, deverá coexistir em tensão com o que fica fora do seu domínio. Deverá, necessariamente ter uma pedra no sapato que lhe lembre que esta vivo. Necessitamos a coisa, como de praxe, para que continue existindo a nossa idéia de "eu" de fácil configuração, e individualização. Distinto, porque ocupa perspectiva única, e igual, porque sabemos que vamos morrer como nascemos. Então, o que fazer com a coisa que acabamos de fazer?

Traçado o limite, não há outra alternativa que viver em guerra, mais que em possível justaposição. Delimitando o eu, a coisa também fica delimitada, e mesmo que o meu "eu" seja uma coleção de idéias e lembranças que gosto e que não gosto; essa tensão fazer dele uma imagem é a que me coloca automaticamente em desacordo com todo o demais. Em alguns momentos se sentirá imenso, em outros minúsculo. Esse "eu", que decidiu levar a serio a ideia de se definir, estará cego e ao mesmo tempo em contínua batalha com aquilo que não lhe reflete. Afinal de contas, não é porque se delimite e tenha uma idéia de sí mesmo, que o sujeito de butuca deixe de ser pensamentos de coisas, e de ser coisa quando é pensando por outros, por exemplo.

Essa distância da coisa, por causa da nossa manutenção a idéia de 'eu', e ésta a través das coisas mesmas, não faz mais que complicar a situação. Tentar recriar o "ser", base da possibilidade de que aconteça qualquer coisa, é algo parecido a um incesto. Afirmar o ser, ou melhor dito, sobre afirmar o que já é, é ingenuamente negá-lo: é "querer ser", o qual é um absurdo. Somos, e logo afirmamos qualquer bobagem sobre nós mesmos. Acontece que falamos muito mais que agimos; é todo um compendio de estratégias. Descompensado, porque se falamos mais que agimos, acabamos "sendo" esse blablablá, e este nos conforma. Esse afirmar-negar, essa dialética da verdade, faz que por exemplo, que todas as conversas sobre "deus" sejam inúteis, que não desnecessárias. O quê se consegue definindo "deus"? Mil definições que não são deus. E "deus" vai seguir aí.

Não se chega a deus porque se parte dele. Não se "chega a ser" algo -porque nada é definitivo- portanto só existe um movimento; o que é é, é simplesmente. Assim, no mundo dos perfís, estou deliberamente me enganando, para trabalhar e comprar, para ser o que já sou, e que o sistema funcione livre de problemas, mas cheio de status quo. E definindo-me também estou deglutindo e dando nome a toda sorte de informação que minha percepção capte. Isto pode ser cansativo, mas queremos ser todas essas coisas, uma de cada vez é o preço. Temo, no fundo, o nada que sou. E pior que isso: imaginem o terrível amparo social que teria se me declarasse "nada" ou "tudo"!

No Ocidente isso enchem os hospícios. Mesmo assim, gente que tem tempo pra respirar livremente, vai xeretar muitíssimo o pensamento oriental, que afortunadamente não passou por esse momento de cisão, de desdobramento, de crise com a coisa. Mais bem há acordo com o Maya. Evitam muitas neuroses "sendo simplesmente".

D.G.C.

Sábado, Abril 19, 2008

[meta-prozac]



(Hoje eu tô inspirada, tá dando pra notar?) Me acomodo, aperto a bluzinha, e arrumo meus peitos, que tinha esquecido que existiam. Tá ficando muito sincero, mas vamos lá. Esta é a primeira sessão de meta-prozac, depois de seis anos começa o balance. 

Sim, estava dando aquela boa olhada no blog, e pensei: "pelo bem da nossa história, é preciso voltar a explicar-te, querido blog". Primeiro foi o logo, cheio de adjetivos. Também poderia ter feito um logo com um parágrafo, bem antiestético, e você iria pensar "o que que essa louca quer comigo". Para evitar esse tipo de coisas, resolvi tomar uma seria atitude narrativa. Primeiro, falar em primeira pessoa nestes casos oficiais, esquecendo por completo meu companheiro Newborn, e lembrando-o ao mesmo tempo. Como vocês podem perceber, esse tipo de paradoxos costumam acontecer de maneira frenqüente; proibiu falar mal do rei, queimam fotos do rei. Pode pensar que é psicologia infantil para ver se o Newborn da as caras; não mesmo, mas sei me arrisco a essa interpretação. 

Risco. Este blog foi investigado pelo nome tão sugestivo, por algum bot inglês metido a besta. Talvez pensassem que eu me dedicava a algo mais que colocar fotos de moscas e gatinhos, versinhos semi promíscuos semi virgens, calcinha de rendinha anti-bush. Qualé? Tá certo se abrem 2 anos de blog na primeira pagina; acho que não precisava entrar todos dias de hora em hora. Isso me afetou emocionalmente, me senti impiamente julgada. 

Mas julgar faz todo o jogo deste blog. Desnecessário, intrépido, fútil... adjetivos. Alertar que as relações acabem viciando-se em uma dialética de compra e venda de adjetivos -quer coisa mais fútil?- é um dos sentidos desse blog. Nossa relação neurótica com as palavras, atrevimento e silêncio. Agora, convidar o leitor ou leitora a olhar-se e escutar-se? Não, esta não é definitivamente a nossa missão, talvez seja a de quem lê e de quem escreve, mas este blog desde o começo se orienta a linha egocentrica, leia-me-leia-me. Holística, zero. Quer se encontrar enfie o dedo no buraquinho.

Tenho mau humor e compaixão com este tipo de seres mauhumorados. O texto começa elegante e termina a bofetadas, mas mesmo ruim continua na esfera do humor. Sincero. Então, tudo ok. Dou um gole de Coca-cola, sem fenilalanina, e me despeço porque chove. Talvez volte logo, talvez não, ele venha arrotando azeto, talvez não. 

Mas, e isto é muito importante, talvez esse seja o ano do apocalípse em que Arcalión virá pelo céu alaranjado-mostarda, e fará com que nossos corpos se transformem em pilhas para a vida das árvores e o reflorestamento do planeta! Otimismo!

Até a próxima!

 

quimeras de sábado


Mal pensava que estava alí do seu lado, comendo arroz com a mão, virando o disco mais uma vez, pedindo distração, atenção constante, afinal era ele todo o sentido da realidade. Não pensava em pormenores, dava a impressão de estar perfeitamente organizado, agora-quero-agora-sento. E não fazia mais que sentar-se nos meus joelhos. Manha, rosna, semanas, meses. Casa de pelo e cinzas; sem sinais, porque não há espera; vicio. 

Calor compartilhado, tão yin ultimamente.

Segunda-feira, Fevereiro 04, 2008

compreensão 'to take away'


Bem vindo ao mundo, ticket no caixa, próximo por favor. Me sinto orgulhosa de ter nascido em uma época tão única e estúpida da história. Nasceu no mundo, filha, paga. Se você pediu ou não, isto é um problema metafísico totalmente fora de questão: senta e come. E não se pergunte por besteiras, você não pode mudar nada. Admito assim, filhinha, antes mesmo de que você nasça, sua zeroesquerdisse.

Oras, se o problema é o mundo, acabemos com ele, simples -pensa o filósofo- se o problema é Deus, dizemos que morreu e ninguém notará a diferença, a menos que Deus exista. É um risco que vale a pena correr. Duas Culpas pra viagem, sem cebola. Peça a nota fiscal por precaução. A maioria dos filósofos, com olerite, em algum momento se diz: “não existe época mais estúpida que essa, tenho que escrever isso”, e têm razão, Deus não faz a mínima diferença na nossa estupidez. Continuamos tontos, cinco vezes sem juros.

Cheque especial. Sinta-se importante: te deixam levar essa joça a passeio antes mesmo de pagá-la. Olha como confiam em você. O normal -você pensa- sería que todos pudéssemos comprar qualquer joça à vista. E a mãe te manda calar, mas você sabe, no íntimo e pela história, que o destrói o sistema de importancia é a desimportancia. Aonde se gera? Teremos que definir ‘mundo’, antes de continuar com essa conversa - diz o retumbante sopro da sabedoria que é o bafo filosofal: “assim não da”. Se nos entendemos pelas palavras, entendamos, pois, o entendimento das palavras, façamos uma nova convenção, enriqueçamos -pelo menos- o idioma. Defina mundo, te dirá, e tua resposta é o de menos, filha. E não porque você tenha o nome sujo na praça, mas porque a tua zeroesquerdisse é essencial para iludir a sua. Duas culpas sem cebola, próxima cabine.

Você responde que o mundo somos nós, que é soma emocional de todas as nossas considerações sobre a realidade. E ele dirá, de manera mui perspicaz, que há tantos mundos por habitante, e não será você que lhe tire a flamante razão. Ambos estão de acordo no ponto de coexistencia no mesmo mundo, que se multiplica por habitante, mas você não quer definir habitante porque pensa que seria contraproducente e tem pressa. Tenta sair de fininho. Eu disse sem cebola nas duas Culpas, por favor, não me faça esperar.

Não sem antes definir habitante -insiste o detentor de todos os métodos. Você detesta ser clarevidente. O habitante é uma mala sem alça, você diz, mas sua existência prova que no mundo há espaço infinito para todos os malas, e mais que isso: como multiplicador de malas não é de estranhar o fato de ter que se pagar pra viver nele. Nessa hora você sente suficiente confiança e abre o coração: parece que se está vivendo no mundo dos outros, os tontos. O que também é certo. Duas Desculpas com cebola, doze reais, senhora, algo mais? -a zeroesquerdisse era fator tão unânime, que você agora entende o filósofo como se fosse seu irmão gêmeo.

O tom do “algo mais” é de “não peça nada mais porque já fechei o seu pedido”. Sim -você responde- quero que você defina Desculpa. Senhora, se você pediu Desculpas é porque você já sabe o que é. Tudo por trabalhar mais e mais rápido: o método do filósofo pra distinguir as Desculpas das Culpas, tinha fracassado por completo. Demasiado generoso, por não dizer estúpido, ter que depender da benevolência do outro para persuadir-lhe de que se equivoca: juíz ladrão, porrada solução. Mas você não podia quebrar o cara, né.

Pelo menos sim podia se orgulhar da sua definição de mala. Não quero cebola, nem Desculpas, e nem Culpas, cancele meu pedido. Senhora, não posso fazer isso. Senhora é a sua vó - e você não tem suficiente coragem pra arrancar o carro porque tem fome. Doze reais senhora, ou vou ter que chamar a segurança. Faça o favor, moleque -e agora te enches de coragem. Tua mente insana pretende convencer o policial pelo método definições a levar preso o garoto. Afinal, você tem todo o direito de não pagar pelo que não pediu, e que em todo caso, a empresa deve te pagar a gasolina por ter esperado todo esse tempo, assim como a taxa de poluição urbana por habitante, que costuma ser um incremento 12% de no abastecimento. Um autêntico vexame.

Pedira nota fiscal, senhora? Ainda não. Então nem tente retrucar sem atestados. Culpa da mãe que te pariu, se não não terias fome. Desejo, logo existo, e me movimento porque quero, desejo. Portanto só sou livre quando estou parada. Por essa regra de três você, nasceu por vontade: não pode culpar a mãe. Acalme-se, respire, multiplique-se por zero, cabemos todos no mundo. Melhor aceite as Desculpas, ou acabará pagando para definir cebola.

Segunda-feira, Dezembro 31, 2007

Vista previa



Comunicação inadecuada por sobrecarga de interesses.
Tola Terra das mulheres dos homens,
que preferiu não levar peso; guerra entre desnutridos e obesos.

[frágeis mulheres fortes de fortes homens frágeis]

Estatísticas de guerra, olhos obtusos
em latas de conserva;
que não querem simetria,
-virgem maria-
que nao me vejam falar de você
como uma qualquer.

Acordo de importancias.
Herança.
Apelos forçados;
obrigação
social
do
sangue
compartido.

Doi que
nao doamos.

Até quando,
individuos,
até quando?

Feliz 2008 a todos,

Dania

Sexta-feira, Dezembro 21, 2007



Perderia o medo de voar? Parecia uma pergunta confusa, como todas as que fazia. Sem dúvidas atribuía toda aquela parafernália a qualquer outro parafuso que se afundasse em seus mistérios mais que ela. Pensando para os seus miúdos, não hesitaria em ser somente um mero acúmulo de circunstancias, entregado ao nada de qualquer coisa, e algum sorvete por derreter, caso fosse necessário. Não simularia sorrisos, nem se deixaria enrolar pelo envolvente cheiro da indecencia alheia. Não escutaria gemidos. Nem cedería, ou forçaria a barra. Caso fosse necessário, permaneceria simplesmente sujeita a qualquer dúvida, sem causa, sem rotina, e nem alívio. Porque não tería o quê aliviar. Nem suspiro que suspirar. Nem medo, nem beijo. Só pico e asas e ponto. Saliva do vôo tolo que estava só no começo.

Sexta-feira, Dezembro 07, 2007

de quem é o abacaxi?



As vezes pensamos que "tudo poderia ser de outra forma". Mas me dou conta de que não, de que as coisas são assim porque são. E ponto, fim da discussão. Poderia ser inconformista, e de fato sou, e pensar que "as coisas estão assim e podem estar de outra forma", só resta pensar em qual. E esse pensar em qual me inclui no processo.

Me inclui no processo. Claro, é muito facil por a culpa nos outros, e pensar "poderia ter sido de outra forma, não queria que fosse assim". Assim até eu. Oras, se me incluo no processo, quero dizer, se não me excluo do processo, então me incluo na culpa. Ah, aí você pergunta: "será por isso que nas missas se repetem "mea culpa, mea culpa, mea culpa...". Sim. É pra você não esquecer que cada passo que dá, cada movimento de mão, de retina, tem uma intenção, um porquê, uma razão, um sentido. Então eis que estamos todos encalacrados na mesma culpa, "e o que fazer agora?"

Uma pergunta desesperada e idiota, porque você continuará fazendo coisas. O caso é se você vai decidir não se excluir do que faz, do que disse, do que viu, para tentar esconder as verdadeiras razões que faziam você estar alí, dizer aquilo, olhar prá lá e não pra cá. O caminho da responsabilidade é oposto ao da evasão.

Nossa cultura do entretenimento é o caminho da evasão, irresponsável e que infantiliza: ainda estamos deslumbrados com a mega comunicação, fizemos da religião espetaculo, da política um teatro, do que é ao que não é. Toda uma serie de artimanhas para você esquecer de você, enquanto se olha no espelho. Estamos na cultura do medo, hipercomunicada, incapaz de guardar segredos. Em transformação, talvez conformada, talvez não, depende de nós: de quando vamos deixar de ser meros espectadores....

Terça-feira, Outubro 30, 2007

Ulha =)

Tempo que eu não dou as caras por aqui gente!
Notícias em Breve.

Segunda-feira, Outubro 08, 2007

tunning mental :P



Tá certo. Então vamos supor o que o que você pensa é certo, logo a atitude que você tomou é a correta, logo, ninguém irá te contabilizar um karma mais. Bem, respire fundo. Vamos supor agora que você está errado, que aquilo que disse naquele tom foi com intenção de matar, como uma batalha naval. Seu erro fez com que o outro errasse. Como se arruma isso? Com uma discussão sobre quem está certo? Ok, alguém terá "a razão"... mas, uma vez com ela, de que serve?

Serve para construir um bom discurso informativo. Sim. Temos a necessidade de atualizar-nos nas mentes dos nossos conhecidos. Talvez pelo fato de que todos os dias -não sei porque alguém pensou que era melhor assim- devemos fazer as mesmas coisas sempre, e conviver com praticamente os mesmos seres. Quando acontece uma discussão, que não sai dessa dimensão do discurso, do blablablá -porque se trata de determinar quem tem a razão e quem a culpa, antes de buscar as causas intencionais- o discurso tende a ser cada vez mais determinado pela emoção. Mesmo assim, o sujeito, ou o neurótico, acha que é coisa das palavras. Do que foi dito. E não é bem assim...

Mas também é assim. Afinal nosso pensamento é quase todo codificado desta forma. É certo que podemos pensar de muitas outras formas, podemos pensar tudo o que podemos sentir. Porém, a maioria de nós está atado a dimensão do discurso e seus preconceitos. Atados à transmissão informativa de si mesmo, pela necessidade de se atualizar nos demais. Dia tras outro.

A discussão é movimento. Movimento para chegar a um acordo, a uma verdade mútua. A um equilibrio. Mas para isso acontecer é necessario que nossas mentes deixem de ser neuróticas, deixem de buscar a identidade no discurso, no mero blablablá. Para sair desse código viciado, hemos de abrir-nos a outros muitos códigos de comunicação com a realidade, pensar com imagens, pensar com cheiros, pensar com tato...

Em definitiva, pensar *muito melhor* nas mesmas coisas.

Segunda-feira, Outubro 01, 2007

Parar pra pensar



Se fosse parar pra pensar, estava fodida. Primeiro porque não existe isso de "parar para pensar". Segundo porque se eu paro, para depois pensar, estaria fazendo o caminho inverso. Terceiro, porque com isso podemos concluir que toda a nossa formação cultural não serve para nada, é inútil, débil. Débil mental. Como podemos parar o que estamos fazendo, e depois pensar? Acaso já não estava pensando antes? Acaso é possivel parar de pensar? Acaso, ainda que pare, posso dizer "oh sim, agora vou voltar a pensar?".

Quem foi o mané que inventou essa expressão?

Você não se sente um idiota quando "para pra pensar"?
Eu sim.

Domingo, Setembro 09, 2007




Ato os cordões dos sapatos e dou a volta. Há vida. Não importa muito qual o tipo de terreno, se é frouxo, denso, ou macho. Não tenho que me esconder de nada disso; são adjetivos. Pouco importa se é negro, ou áspero. O importante, é que não deixe de ser insolente. Prova de que não é aleatorio. Que não vulgariza o próprio pensar, nem o sentir, nem isso. O importante é que não se afogue, nelas. Que negue de vez em quando isso que eles afirmam constantemente. Qual a razão de repetir, mimetizar, ao invés de criar e construir? Tãopouco importa. O caos das palavras é todo um universo a parte, de arquiteturas, em parte vivas, em parte mortas. Decide quem as pensa, ou é pensado por elas.

Sexta-feira, Agosto 31, 2007

a lei

Não queria ser visto em tais circunstâncias. Era demasiado tarde, demasiado cedo, demasiado tonto, segundo o ângulo que se olhasse o caso. Não tinha escrúpulos, era insensível, mas, ao mesmo tempo era por dentro todo o contrario. Quase não havia casualidades que pudessem explicar o ocorrido, por mais que buscasse. Quem não tivesse com a mão no fogo, que atirasse a primeira pedra. Ele preferia a mão queimada. Nenhuma tatuagem tería um efeito tão profundo, e tão invisível. E ainda que fosse visto, talvez ninguém se desse conta. Este último detalhe sequer importava. Como se o mundo fosse uma coleção de canivetes suiços prestes a ser leiloado no Ebay, deverá comportar nele todos os problemas para serem solucionados. Quê diabos podería importar a estas alturas do campeonato ser visto sem ser visto? Quê bafômetro lhe acusaría outra vez seus excessos por ele? Sintetizarão em cápsulas todas essas regras?

Sexta-feira, Agosto 10, 2007

[why?]

I don't understand why someone are so interested in what we say here, that is visting us every hour from Uk. Let us a comment, don't be shy!

We know that we are not thaaat cool, and that we dont have such an awsome blog, so, I want some explanation...... right?

Sábado, Julho 14, 2007



Indo outra vez. Volta sem fim. Toma sem café. Tempo sem relógio. Voz sem vez. Véu sem foz, folha sem brilho. Sede de infancia. Toma. Giro. Olho pro lado e vejo aquela protuberancia permanecer nos meus olhos. Me alívio quando me torno sem Lenço Sem Documento; limpo as ramelas, apago o cigarro, acendo a vela. Me tempera. Tem horas que não sei que horas são. Tem horas que são e não sei que são horas. Horas e horas. Esperando você que me espera. Eu não vou: tenho medo. Minha desculpa de satisfação. Sem ponto, sem nó, sem panqueique. Sem vacina. Sem rotina cristianizada pela ronronfina.

Seja lá o que for a ronronfina....

Domingo, Maio 13, 2007

caos?



Dou meu endereço de email, e permanece. Em algum lugar do cyberespaço está ali aquele email que criei a 10 anos atras. 10 anos. Passaram voando os momentos super hacking, onde meus amigos, em geral bêbados, tentavam se conectar a internet pelo interfone do prédio. Eramos os nerds, os nerds nem tão gordos, nem tão magros, e nem sempre com óculos. Bem é certo que, menos o Carlos e o Cone, todos acabamos engordando, entregados a comida rápida e com os trigliceridos a mil.

Quero comida lenta. Preparada com carinho. Com os legumes de alguma horta. Quero pensar que não queimam cana ao meu redor, e nem eucaliptos. E simplesmente chove canivetes, no teto da minha cabana. Apanha que é bom, sente o choro da cebola enquanto corta. Empatiza. Por algo nos refletimos em todos, e tudo. Por algo mantive você dentro de mim, em maior ou menos medida, isso sim.

Só depende de que rua me encontre, de se tenho ou não o celular desligado, ou suficiente déficit de cafeína para manter o silencio interno. Só depende de se foi bom o dia, de se me sorriram mais de uma vez, e se conheci algum garçom simpático para variar. Deve ser porque sempre sou simpatica com eles. Só pode ser por isso.

E quando tudo parece estar em ordem e a ponto de não abandonar essas pequenas concatenações, eis quando você aparece. E então, volto a tomar constancia de que, em algum lugar do cyberespaço está escrito aquele meu email meunome@meunome.zzn.com, e todas as outras coisas que me pareciam lindas; as fotos dos primeiros goles, primeiros problemas, primeiras medidas, primeiras metas, primeiros muros, e os que saltei com você. Em algum lugar, também está escrito os caminhos que tomamos, e os que não tomamos, e os que jamais tomaremos. Escolhemos. São visiveis todos eles.

Com um pouco de prática, bom humor, e amizade consigo mesmo.


[imagem retirada daqui]

Domingo, Abril 22, 2007

Contra a Exploração Infantil

Una-se a nossa causa:
CONTRA A EXPLORAÇÃO INFANTIL: SALVEMOS SANDY & JUNIOR!
Prozacteam convida a todos vestirem essa causa, já que essas crianças precisam de umas férias, da aposentadoria ou algo parecido! Boicote a esses pimpolhos, deixe que vivam!

Segunda-feira, Janeiro 29, 2007

prozacteam com o aquecimento global!

É inquestionável as maravilhosas vantagens do aquecimento global: amenos invernos, flores todo o ano, excepto, claro, as dos países baixos, que tem seus dias contados. Muitas costas desaparecerão e por fim, prestarão atenção na África!

E viver no Brasil, será coqueluxe! Quem diria. O aquecimento global, amigos, será o melhor que o aconteceu no mundo em muitos anos! Nós, desde o cerne desta iniciativa natural, e rebelde como só ela, apoiamos viver esta causa da melhor maneira possível.

Arderemos juntinhos! VIVAAAAAAAAA!!!!!!!! :)

Sábado, Dezembro 16, 2006

Buenas!




deveria me manifestar de vez enquando. pela implementação de faixas de pedestres por todos os lados. o poder do cidadão desmotorizado. ecológico. produtivo em relação ao seu próprio corpo, em termos de energia. o poder sobre o carro. besta embriagada. e as vezes em dobro.

corpo.

este blog volta a emitir sinais desde o mais profundo tédio do cyberespaço. hoje é sábado. nada estimulante quando se trata de descansar de uma semana inteira. culpadamente intensa.

hoje comi batata frita sem ketchup.
para nao sujar o teclado do cyber.

seja um cidadão solidado como yo. a menos que você encontre algo mais divertido que imitar, emular, etc e tal.

Quarta-feira, Outubro 04, 2006

Sábado, Setembro 30, 2006

Jornada reflexiva

Brasileiro já é normalmente narcotizado pela televisão. E em época de eleições mais ainda. Existe, como todos sabem, uma supravalorização do que tem repercussão, dos meios. Principalmente com as pesquisas eleitorais. É simples: pelo mero fato de que as "pesquisas" dizem que a candidata Heloísa Helena não tem suficiente apoio, isto é tomado como verdade universal, e automaticamente se descartam outras possibilidades. É incrível!
Assim como a cultura criada a la Globo.
Da mesma forma que o Collor foi eleito.
Brasileiro imita e imita bem. Tão bem que chega a dar nojo.
Este blog se declara Heloísa-Helenista! E tenho dito!

Segunda-feira, Setembro 18, 2006

vamos ver se você entendeu:

Religião,
Partido Político,
Nacionalismo,
E tudo quanto seja relacionado com apostas emocionais multiplicada pelo coletivo que comemora a vitória, tudo isso,

É FUTEBOL!!!!!

(E você pensava que era uma DROGA, hein? É não deixa de ser)

Da-lhe cerveja, da-lhe bunda, da-lhe alegria momentanea coletiva.

Quero me deprimir só para poder boicotear os ansiolíticos!

Domingo, Agosto 13, 2006

devenir

- Não quero ser nada que já não seja, mamãe.
- Bombeiro? Piloto de helicóptero?
(pausa reflexiva)
- Maquinista? Cobrador? Alpinista?
(pausa reflexiva)
- Gay?!?!?!
- Não, mamãe. Genocida. Já estou praticando com as formigas.
(pausa reflexiva)
- Só assim conseguirei ser o mártir mais glamuroso deste planeta. Isso sim, junto com o General, o Coronel e o Capitao, e todos os Cadetes, na orgía mais sufocante entre os heróis da guerra! Não seria fabuloso, mamãe?!

jantar

Quando Miguel me perguntou o que deveria fazer com aquele sorvete de cha-verde que acabava de pedir no restaurante japonês, não pude conter a minha ira. Olhei aquele fiasco de sobremesa semi-derretido, e olhei para sua cara de palhaço recém empalado. Não tive dúvidas. O sorvete seria um excelente anti-rugas.

- Miguel, enfie sua cara neste pote antes que seja tarde. Você tá precisando. Aproveite e pague a conta. Me nego a pagar teus pedaços de carne crua.

Sexta-feira, Agosto 11, 2006

- Filha, o que voce quer ser quando crecer?
- Mulher-bomba!

Terça-feira, Agosto 08, 2006

Esfiha neles!



Prometo nunca mais escutar Enya. Nem cantar mantras no "repeat".
Quero meu Míssil Hizbolah inflável.
Para me manifestar contra os USA: maior provedor de prozac du monde!

Mas brasileiro não sabe o que é isso (se manifestar, me refiro. prozac está na moda). Então a gente tem que explicar, né?

Newborn_: Tá foda velho, eu de você me convertiria ao islamismo! Maomé rules!

Salve o Líbano!
Salve o Brasil (da saúva!) Essa quantidade de bundudas não podem nos fazer bem.

Definitivamente.

Segunda-feira, Junho 12, 2006

Aviso prozacciano

Não posso te deixar cheirando azedo. Este blog, já esta fedendo a morto. Bate na madeira. Não o deixarei isento, nem das minhas consonancias, nem do meu desgosto. Nem do meu umbigo.
(Todo umbigo fede, é fato)

Aviso aos navegantes:
A Rainha deste blog -sim este é um blog monarquico que apoia entre outras coisas, o feudalismo- avisa que sua vida está um caos. Avisa que tem que colocar tudo em caixas, inclusive o contrabando de prozac proveniente dos nossos hermanitos paraguayos.

Queridos suditos, EU DIGA AO POVO QUE EU FICO. EU FICO. Mas voltarei outro dia. Sem arrotar azedo. E mostrando, como sempre, o lado mais otimista e cor-de-rosa desta vida //insira aqui seu adjetivo favorito//.

O Prozacteam tem a honra de fechar as portas temporalmente até que alguém a arrombe. Para facilitar a deixarei sem trancar.

Sintam-se beijados.
Até logo.

Domingo, Maio 28, 2006

infamias reais

- Aiii, o chocolate veio meio aberto... :(
- Ai que bom! Vai que colocaram droga dentro! :)

dramas de controle

- Filha, o que você quer ser quando crescer?
- Vítima, mamãe, eu quero ser vítima. Aparece em todas.

quero um filho made in china!

[Terremoto na Indonesia.
China já foi dar o dinheirinho (dois milhoes)...
... que pode garantir o apoio Indonesio,
caso os Estados Unidos fiquem bravinhos (com a China)]

Nossa vida é Made in China! CARALHO! Só me falta um filho chinês!

Isto é razão suficiente pros Estados Unidos ficarem Neuróticos (mais) porque já sabemos que eles tem síndrome de estrela -só olhar pra sua bandeira:

Listras vermelhas e brancas querem dizer: Rios de sangue, rios de paz. Que é o mesmo que dizer: É MATANDO QUE A GENTE SE ENTENDE.


[Mundo assassino. Merda de mundo.
Quando eu crescer quero ter um Cassino.]


Quinta-feira, Maio 25, 2006



Vem me dar mais um motivo; me espanca até ressoar
de alivio.

Daydream

Tu em ti
Eu em mim
Tu em mim
Eu em ti
Tu comigo
Eu contigo
Tu junto de mim
Eu junto de ti
Juntos amamos
Juntos sentimos
Juntos pensamos
Juntos vivemos
Pois
Um mais Um
Só dá Um!

Domingo, Maio 21, 2006

so amazing!

A escala de importancias é pesadelo casual: raíz da ignorancia. Teia constrangida de fatos, e sonhos. Misto entrelaçado de prolixas circunstancias. Essa escala de importancias, é a que premedita o ensejo, que fadiga o desejo -displicentemente cultivado- pelos lapsos do escandaloso. Tão nobre excesso é o que vejo, tão suave culpa daqueles beijos -que não são teus, mais pus teu rosto. Vaga é a promessa em que me engano. Vago são os cargos nos que me ascendem, e sem os quais nem eu, nem eles, teriamos a mínima importancia. Mútua necessidade. Cobra sentido a vingança, para os que são vingativos, claro. Este não é meu caso.

Sexta-feira, Maio 19, 2006

fak mera shek

antes que seja tarde, e antes que nada chegue. antes mesmo que aguarde.
Hoy: he visto nada. antes: fak mera shek.

[crise, amiga crise, me ensine a botar as crases]

...
antes de nada, sinto-me livre e disposta para me re-inventar em linguagem. que só entendo eu. que não me remonta a nenhuma época, nem me comunica com nada. que só a mim me importa, e porque me faz graça, te conto: é mais do mesmo conto bobo. que reflete meu ego predisposto. e que não transborda - a falta de memoria sobre as razões para fazê-lo. uma base de dados vagante dentro de propósitos inquietos. com seus neuro-adversarios que produzem suas neuro-adverisidades. nos outros, claro, não fujo a regra: a pimenta é sempre nos outros. mas viram canela no chá do poeta. no imposto de renda do psicanalísta e nos ângulos opostos pelo vértice beta.
adequação.
retina soluço.
retina alegria.
retina desejo,
fim do ping-pong.
retina retina:
pingo.
·

1 minuto de silencio.

Alpinista brasileiro morre no Everest em sua segunda escalada, por falta de oxigênio. Seu companheiro permaneceu na base por congelamento em partes do corpo e ele decidiu subir sem oxigenio de suplementar. É conhecido por ter escalado o Aconcágua pelo maior número de vias. Deixa a mulher e dois filhos.

E eu me pergunto:
Qual é o sentido de escalar duas vezes a mesma montanha?

Terça-feira, Maio 16, 2006

criminosos combatem o crime


São Jõao antecipado em Sampa

[Detesto hip-hop, primeiro de tudo que isso fique bem claro. Mas, para entrar no clima carcerário em que a terra tupiniquim se encontra, resolvi escrever um. Espero não ofender o coletivo hip-hopenho]

O povo da cidade quase tem dignidade; o trabalho dura muito e lucro é da autoridade. A depressão vem com a crise, o martelo e comunhão. O detento na cadeia é onde aprende a ser ladrão, se já não são: assassinos. Que vontade tenho eu de preocupar-me com o vizinho? Eu to aqui tranquilo. Sou presidente no exílio. Faz de conta que eu to cego, não vejo 20 onde cabem 5. Eu to aqui tranquilo. Sou presidente no exílio. Deixa eu falar -que eu tô irada- deixa eu cantar meu desatino.

O que reclama então o presidente da nação? Continua na negligência caracteristica da união. Vão sentar a mão, em quem queimar mais um buzão? Porque não chamaram as Forças Armadas para o escandalo do Mensalão? Passou a moda? Ou é a alienação? Promovida pela Rede Globo e Record por convenção. Que posso mudar então se falamos de ladrões e assassinos? E quantos ladrões de gravatas passeiam livres por Brasilia? Cade o Maluf? Cade o Pita? E a pouca moral vai pelo ralo porque tem novela na fita.

Hipnotizando, imobilizando, escravizando a cultura da nação. Fazendo sonhar, triturar e enganar o pobre do cidadão. No meu sofa, meu xará, com a calma que tá, tu não me levanta não. Meus amigos também são burgueses e só pensam na última liquidação. O novo celular, o jantar, o sushi, a maconha e farinha pro pão. Só querem mostrar pros demais que pobres eles não são não. Isso é Brasil, meu filho: Barbarie e civilização.

Dão as costas para todos aqueles que se fodem no sacrifício. Preconceito de classe, sem dialogo, nem ética e nem auxílios. Todos corruptos, todos incultos, sem garantias de estudos pr'os filhos. Porque a educação é precaria e o que resta são suplicios. Reforma agraria? Mas isto é muito sacrificio! Injustiça social é normal, e distribuição confirma isso. O governo é o primeiro bastardo que ameaça a população. E Você como eu está sentado por falta de organização. Má alimentação. "Porque você é o que você assiste". O tempo todo sentado faz da tua existencia triste.

Sem compensação por não saber poder reverter. Porque quando você se transforma o mundo muda com você. Não esqueça a sua cabeça nas fantasias da ficção. Enquanto você se entretem o país se inunda em corrupção. Cadê tua ação? Te querem quieto e adestreado. Esqueceu de educar o seu povo, agora aguenta o resultado. Há rebelião? Nada acontece por acaso. Só quando a água bate na bunda que é tu resolve sair do ralo. Eu to sentado. Tô aqui tranquilo. Me importa o que aconteça um caralho, sou Presidente no exílio. Me diz que eu ligo. Na caixa negra de emoção. Decido o sentido vazio dos fatos, no Reino da Resignação. Ta tudo errado. Não foi por falta de aviso. "DEIXA DE SER IDIOTA, BRASILEIRO!"

E menos mal que eu grito.

Segunda-feira, Maio 15, 2006

o desencontro


Rua do Jasmim - Lisboa

Uma vez tudo controlado decidiu seguir viagem. Sabia que estava à merce de qualquer coisa, mas principalmente tinha a convicção de que uma situação como aquela jamais voltaria a acontecer. Não. Agora estava muito mais forte, e bastante mais consciênte de quais eram tais debilidades que se transformavam uma e outra vez na mesma situação de vida. Sentia que sua emissora mental devia uma quantidade exorbitante de energia a outros objetivos, posto que emitia os mesmos velhos video-tapes. "Algo querem dizer". Afim de impedir o replay, descendera por aquelas escadas pelo lado direito. Quase nunca o fizera. Mas agora era o rei - quem diria. Tinha tudo sob controle: poderia virar à direita, à esquerda, e em todas as diagonais que se prostrassem diante. Menos naquela esquina.

Sexta-feira, Maio 12, 2006

Benção do ProzacTeam




Boa noite prozacciano. Gostaria que isto fosse um programa de rádio, assim poderia entreter-lhe como a minha voz sutil -e de vez em quando até sexy- neste português deliciosamente pronunciado. Me conformo com os limites. É madrugada de sábado, e solto fumaça verde pela boca. Não faço questão de sair, por hobbie mesmo. Meu hobbie é estar em casa, brincando de ar colorido. Não gostou, arraste seu mauze para o canto superior direito e clique no X.

É claro que sou desaforada, é meu estilo. Se você não quer que falemos dos meus hobbies, podemos então falar dos teus. Nada mais justo e mais divertido nesta noite de lua cheia. Você fuma? Você bebe? Você articula palavrões? Quais são suas fantasias sexuais? E o que me importam as tuas fantasias sexuais? Guarde isto pra você ou para o seu objeto de desejo [opção bem mais interessante]. Mas caso queira compartí-las, sinta-se em casa. Este blog é assim mesmo: adoramos que você se mande tomar no cu.

E não pela velha história das vitória e dos fracassos, não não. Nego quatro vezes que nada disso tem a ver com vitórias e/ou fracassos [espero que tenha ficado claro]. A questão vai muito além dessa manicure mediocre: o que hoje pode ser fracasso, amanhã pode ser um gol.

- O que você vai fazer esta noite?
- Ai, hoje eu vou tomar no cu com certeza, e você?

E as combinações podem ser das mais variadas, basta colocar imaginação:

- Ai menino, sabe que eu tou precisando dar aquela tomada no cu?
- Ufff, nem me diga, com o calor que ta fazendo até eu que sou espada.

E por aí vai. Na sociedade de atores, nada mais razoável que inverter os papéis e ir praticando para uma ágil meia idade. Preciso dizer que a vida é um jogo de RPG? Não. Pois então cada um que se resolva com o personagenzinho que inventar, e com as tramas que todas as formiguinhas inventam em conjunto, e depois não dão conta de resolver. Se come dinheiro (?) e rico mesmo só o uranio.

A sociedade é uma bosta mesmo, todo mundo precisa tanto escutar o que fazer, que acaba perdendo a autonomia. Até porque, se ninguém mandar você tomar no cu, você não irá sozinho. Acredite, prozacciano, estamos lhe dando uma ajuda. E não somente na esfera sexual, mas principalmente nestes detalhes escabrosos da nossa mente; nosso arquivo X onde lembramos tudo o que queremos esquecer. Onde descobrimos que consumimos o vizinho. No Yakisoba. E frito.

ProzacTeam abençoa você, querido prozacciano, e espera que esta lua reflita um pouco nesta sombra hostil.

Domingo, Maio 07, 2006

A vaguidão específica

- Maria, ponha isso lá fora em qualquer parte.
- Junto com as outras?
- Não ponha junto com as outras, não. Senão pode vir alguém e querer fazer qualquer coisa com elas. Ponha no lugar do outro dia.
- Sim, senhora. Olha, o homem está aí.
- Aquele de quando choveu?
- Não, o que a senhora foi lá e falou com ele no domingo.
- Que é que você disse a ele?
- Eu disse pra ele continuar.
- Ele já começou?
- Acho que já. Eu disse que podia principiar por onde quisesse.
- É bom?
- Mais ou menos. O outro parecia mais capaz.
- Você trouxe tudo pra cima?
- Não senhora, só trouxe as coisas. O resto não trouxe porque a senhora recomendou pra deixar até a véspera.
- Mas traga. Na ocasião, nós descemos tudo de novo. É melhor senão atravanca a entrada e ele reclama como na outra noite.
- Está bem, vou ver como..

(Millor Fernandes in "30 anos de mim mesmo")

Terça-feira, Maio 02, 2006

SCCPP.ORG [clique aqui]

Sabotaje Contra el Capital Pasándoselo Pipa

[achei o máximo, gracias carliños]

Segunda-feira, Maio 01, 2006

let's work hard to buy things to (try) fuck more

[título compatível com a prostituição]

A segunda maior mentira depois daquela que diz que no planeta Terra existe democracia, é a que o trabalho dignifica. Então você dirá: "é, você diz isso porque você não trabalha e ao mesmo tempo não se considera indigna". Você levaria a razão se não fosse por um detalhe: eu me considero completamente indigna. Precisaria arrumar um trabalho para consertar essa condição? Existe em mim essa necessidade de sentir-me útil nesta maravilhosa sociedade? O traficante trabalha, ele é digno? O Bush diz que trabalha, mas e a Condoleeza Arroz, a Condoleeza Arroz é digna?

Este blog apoia incondicionalmente ao BOICOT AOS ESTADOS UNIDOS - SEMEADORES DA DISCORDIA E CANCER DO PLANETA.

Sábado, Abril 29, 2006

esferas sem controle(?)



Me dedico a pintar bolinhas de ping-pong, e você com isso? Eu me pergunto e te pergunto, e comparto, sim. Pintar bolinhas de ping-pong é bonito, terapêutico, tem seu charme. Exige um pouco, suja os dedos. Umas ficam mais ou menos. Outras ficam menos ainda. Mesmo assim, eu não desisto.

Meu sonho é encher um balde inteiro de bolinhas de ping-pong pintadas por mim mesma. E você com isso? Eu te pergunto, e claro, também me pergunto. Afinal de contas, eu não devo nada para você, devo? A não ser que você seja o Bakker, que devo muitos kms, ou o Leo -que devo esfihas de 10 anos atras, dos recreios que ele me bancava. Não, naquela época eu não pintava bolinhas de ping-pong tão harmonicamente. Como máximo poderia colocar uma bombinha dentro; sem a ajuda do Leo, claro. O Leo não fazia essas coisas, eu é que sempre gostei de problemas. Ele, como um bom pisciano, me apoiava patrocinando o recreio. Também jogavamos ping-pong de sábado no Monte Líbano, é verdade, mas minha admiração pelas bolinhas nesta época não era mais que um embrião.

Tudo começou realmente quando andava pela sala, e sem perceber pisei em uma das varias bolas de ping-pong que passeavam de vez em quando por alí. Na verdade verdadeira, começou mesmo quando comprei um pacote inteiro no supermercado porque estava na oferta. 1 reá. Percebi que bolas de ping-pong amassadas são mais dóceis e faceis de controlar. Fiquei feliz. Me senti empreendedora. Artística. Deslumbrada por tantas esferinhas brancas, a ponto de se transformar pelos meus dedos.

Ou não. Porque haja paciência e haja saco para ficar pintando bolinhas de ping-pong. E você com isso? De quem são as bolinhas. Minhas. Minhas. Com um lapiz, viram um comic. E conviver com elas é como estar em um constante BINGO.

Essa pergunta, entretanto, polui a minha mente, prezado leitor. Mesmo que você não tenha absolutamente nada com isso; imagine por um momento minhas bolinhas de ping-pong, no caso, suas bolinhas de ping-pong pintadas por você mesmo. Agora mentalize um balde de bolinhas de ping-pong pintadas por você mesmo. E por fim, imagine o balde despencando com todas as bolinhas de ping-pong pintadas por você mesmo no meio sala da sua casa.

Imagine o barulho e imagine o desgosto do seu gato. Caso não tenha um gato, aproveite e imagine um.

Ver o felino desorientado no meio das bolinhas de ping-pong pintadas por você mesmo, não tem preço.

Zé mané.

Sexta-feira, Abril 28, 2006

[post 87]



O mercado de usados movimenta a inserção
de objetos falsificados. mutreta, panela funda e cheia,
fantasma felina, vedeta exímia. Sussurra sendenta -
e maquia viciosa- toda fraude suculenta
desta natureza imposta. Mera crise de estratagema:
todo produto acquoso resíduo desta inerencia,
vem do gosto do encontro saboroso -tosco molde
do pensamento pensado e do desejo- por fim,
sintetizados em um beijo.

***

Nada foge a tal processo lento. A mentira, amiga
virtual do tormento; tais augúrias que passeiam
entre a febril existência, e insignificancia onde se ampara
o medo.

Assim se auto-exorciza esse fragmento de nada:
essa pouca medida arrastada no maya, e refletida no nexo
extenso. Assim se sucumbe em primeira linha de praia,
todo meu desfile de saltos, plumas e violinos; sempre ansiosos
e sempre cretinos, vestidos na nudez suntuosa
de suas ingenuas conjecturas.

***

Toda busca é instante perdido; se não foge ao exercício
do eterno lembrar-se e dar-se conta de sí mesmo. Cada
busca, um alento. Um ato de compra, e um possível
arrependimento. Cada insano desejo ampara uma rede estranha,
uma falha, ou um remendo.

Durepox, hipoglós, e lentes de aumento.

Domingo, Abril 16, 2006

[ademais, o que vão pensar?]


La sombra de la ventana (de Ganso)

Mas diga-me porque me inquieta: eu atento ao seu pudor? Ou você atenta ao meu? A pergunta é complicada, mas é que ando numa ansiedade sem tamanho. Você vem, me diz que não sabe, que não quer me assustar. Que te dou goles, cápsulas miseráveis. Eu, te mando discretamente virar seus fundilhos para a lua cheia. E sem doses de ironia, caso isto tenha te vindo em mente. Você me diz sims e talvezes, e uma vez que outra consigo: e te tiro do sério. E sinto que o teu pensamento me mastigaria, se pudesse.

Quê sombra, senão minha, é que respira em uníssono no teu pescoço, e te arranca alguns suspiros indignos? Como é sentir doses do meu cheiro, dos meus lábios, aparecendo e desaparecendo, no café, no banho, no travesseiro, tentando-te e escorregando-se pelos teus desejos? Qual a proporção que você visualiza para isto? Existe limite? É um abismo? Será que eu vou e... você está vindo?

Até que ponto, eu te pergunto, estamos imersos e desprendendo jatos de atenção prioritária à uma inerência do destino? Já "estava escrito" o medo a ser recusado? Na resignação dessa loteria da compatibilidade...

... de fluídos?

[Imagem retirada desta galeria]

Quarta-feira, Abril 12, 2006

Google é meu Orixá


Orixa Japonica


Tá nele quase tudo.
Quase nele tudo tá.
Nele tá tudo quase.
Tudo quase nele tá.

Quase nele tá tudo.
Nele quase tudo tá.
Tudo quase tá nele.
Tá tudo nele quase.

Tudo tá quase nele.
Nele tudo tá quase.
Quase tá tudo nele.
Tá nele tudo quase.

Tá tudo quase nele.
Nele tá quase tudo.
Quase tudo tá nele.
Tudo tá nele quase.

Tá quase tudo nele.
Nele tudo quase tá.
Quase tá nele tudo.
Tudo nele tá quase.

Tá quase nele tudo.
Tudo nele quase tá.
Nele quase tá tudo.
Quase tudo nele tá.